Literatura Brasileira - Origens
- 9 de nov. de 2017
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Introdução
Olá, tudo bem? Espero que sim. Neste post irei dissertar sobre a literatura brasileira, isso inclui suas origens, fases e etapas que foram muito importante para que esse país tenha obtido essa riqueza e conhecimento literário. Sem mais delongas, vamos começar!
Período Colonial
" T e r r a à v i s t a"
A literatura brasileira, em seu início, surgiu em congruência com as manifestações literárias trazidas de Portugal. Isso porque os escritores e artistas da época ou eram portugueses de berço ou brasileiros que tinham formação acadêmica em Portugal. As primeiras formações literárias em solo lusitano começaram por volta dos séculos XII e XVI, entre a Baixa Idade Média e o Renascimento. Com a vinda dos colonizadores ao Brasil, seus ideais aqui também chegaram.
O primeiro documento existente que possa ser considerado literatura brasileira é a Carta de Pero Vaz de Caminha, escrita por Pero Vaz de Caminha à Manuel I de Portugal e que continha uma descrição de como o território brasileiro parecia em 1500. Revistas de viajantes e tratados descritivos sobre a "América Portuguesa" dominaram a produção literária nos dois primeiros séculos do Brasil, incluindo contos conhecidos de Jean de Léry e Hans Staden, cuja história de seu encontro com povos tupis na costa de São Paulo foi extraordinariamente influente para as concepções europeias do chamado "Novo Mundo".
A literatura pode ser dividida em dois períodos: colonial e nacional. A colonial é chamada assim porque foi composta por um grupo de pessoas que buscavam copiar os estilos, padrões e tendências de Portugal. Já a nacional é formada por escritores que foram criando estilos com características próprias, muitas vezes refletindo sentimentos dos acontecimentos da época.
Quinhentismo
" S é c u l o X V I "
O Quinhentismo designa a primeira manifestação literária no Brasil, também chamada de "Literatura de Informação".
Em resumo, o Quinhentismo é um período literário que apresenta relatos de viagem com características informativas e descritivas
sobre as terras descobertas pelos portugueses no século XVI, desde a fauna, a flora e o povo.
Os principais cronistas desse período são: Pero Vaz de Caminha, Pero Magalhães Gândavo, Padre manuel da Nóbrega e Padre José de Anchieta. Essas crônicas possuíam características específicas como: crônicas de viagens, textos descritivos e informativos, conquista material e espiritual, linguagem simples, utilização de adjetivos...
Muitos viajantes e jesuítas contribuíram com seus relatos para informar, aos que estavam do outro lado do Atlântico, (no caso Portugal), suas impressões da nova terra encontrada. Naquele momento, figurou um acontecimento inusitado estar em contato com pessoas, realidade e paisagens muito diferentes.
José de Anchieta
" 1534 - 1597 "
José de Anchieta foi historiador, gramático, poeta, teatrólogo, e um padre jesuíta espanhol que teve a função de catequizar os índios que estavam aqui no Brasil. Foi considerado um defensor dos índios contra os abusos dos colonizadores portugueses. Dessa maneira, ele aprendeu a língua tupi e desenvolveu a primeira gramática da língua indígena, chamada de "Língua Geral". Suas principais obras são: "Arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil" (1595) e "Poema à virgem".
José de Anchieta nasceu em Tenerife, uma das Ilhas Canárias, em 1534. Filho dos nobres: João Lopez de Anchieta e Mência Dias de Clavijo y Lerena, esta descendente dos conquistadores de Tenerife. Sendo alfabetizado em casa, ingressa depois na escola dos dominicanos. Na adolescência, mais precisamente aos 14 anos, viaja a Coimbra em companhia de seu irmão mais velho, matriculando-se no curso de Humanidades e Filosofia Real Colégio das Artes. Passados dois anos, candidata-se ao Colégio da Companhia de Jesus e, no ano seguinte, é aceito como noviço.
Em 1553, com 19 anos, vem ao Brasil em missão jesuítica pela catequese dos nativos chefiada pelo Padre Luís de Grã, integrando a frota do governador-geral Duarte da Costa. A ação catequética, com a meta de catequizar os índios Carijós, abarca de São Vicente aos campos de Piratininga. Na companhia do condiscípulo Manuel de Nóbrega, desbrava a Serra do Mar, em direção ao Planalto, se instalando em Piratininga, onde funda o Colégio Jesuíta.
Principais realizações
- Catequizou índios brasileiros no século XVI, na região da atual cidade de São Paulo.
- Foi um dos fundadores da cidade de São Paulo.
- Participou da fundação do Colégio de São Paulo.
- Defendeu os índios brasileiros das tentativas de escravização por parte dos colonizadores portugueses.
- Lutou ao lado dos portugueses contra os franceses estabelecidos na França Antártica.
- Dirigiu o Colégio dos Jesuítas, no Rio de Janeiro, entre os anos de 1570 e 1573.
- Foi nomeado, em 1577, Provincial da Companhia de Jesus no Brasil.
Principais obras
- "Poema à Virgem" - "Os feitos de Mem de Sá" - "Arte e Gramática da língua mais usada na costa do Brasil" - "A Cartilha dos Nativos" (Gramática tupi-guarani) - "Carta da Companhia"















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